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Seguro-saúde é exigido em mais de 40 países

Seguro-saúde é exigido em mais de 40 países

21/10/2020 / FONTE: CQCS

Com a resbertura das fronteiras, muitos países começaram a impor restrições e exigências; Turquia e Aruba oferecem proteção aos viajante

No final de junho, o governo turco anunciou um sistema de seguro-saúde com cobertura para a Covid-19 como forma de estimular o turismo. O plano abrange todos os aspectos da viagem, do embarque na aeronave à chegada ao hotel e passeios. Formatados, os pacotes cobrem custos médicos de até € 3.000, € 5.000 e € 7.000, podendo ser adquiridos em operadoras, no aeroporto e canais online a partir de € 15, € 19 e € 23, respectivamente.

Como a Turquia, o governo de Aruba, no Caribe, criou o seu próprio seguro, o Aruba Visitor’s Insurance. Independentemente de o visitante já ter um seguro-viagem, ele é obrigatório e deve ser adquirido até quatro horas antes da viagem, por meio de uma plataforma digital, a mesma utilizada para emitir o cartão de “embarque e desembarque” (ED card). Se pegar Covid-19 durante a viagem, o visitante terá cobertura médico-hospitalar de até US$ 75 mil.

O custo do seguro está a partir de US$ 15 por dia por visitante e diminui de acordo com a duração da permanência no país. Também é exigido para entrar na ilha teste negativo RT-PCR para Covid-19 realizado 72 horas antes da viagem; caso contrário, o visitante terá de pagar o exame do próprio bolso. Depois de preencher o formulário e realizar o pagamento do cartão ED, o visitante receberá um e-mail com os documentos de sua apólice.

Documentos

Com a reabertura das fronteiras, muitos países começaram a impor restrições para a entrada de estrangeiros como forma de proteger o sistema de saúde local e impedir uma segunda onda de propagação do vírus. No “novo normal”, além de visto de entrada e do certificado de vacinação contra a febre amarela, o teste negativo para Covid-19 e o seguro-viagem vêm a se somar à lista de documentos obrigatórios na bagagem dos viajantes.

Destinos como Aruba, Dubai, Tailândia e Uruguai – e estes não são os únicos, há pelo menos outros 40 países – exigem um seguro-saúde ou que o visitante custeie as despesas com testes, exames e internação para a Covid-19 do próprio bolso. “Quem viaja tem de estar ciente de que deve cumprir as normas locais. Quarentena e bloqueios se justificam pela segurança interna”, afirma Wladimir Feijó, professor de direito internacional do Ibmec.

Entre os países mais populares entre os brasileiros – e que não se pronunciaram até o momento sobre a exigência do seguro-viagem – estão Argentina, Chile, Estados Unidos e México. “Mesmo que o seguro não seja obrigatório, ele é recomendável neste momento”, enfatiza José Antônio de Menezes Varanda, professor da Escola de Negócios e Seguros (ENS). “Principalmente nos Estados Unidos, onde o custo da medicina é muito alto”.

Antes de uma viagem é sempre bom informar-se sobre as regras em cada país. Em junho, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) disponibilizou um mapa-múndi interativo em seu site para fornecer aos viajantes os regulamentos mais recentes de entrada em cada país referentes à Covid-19. O mapa utiliza o banco de dados Timatic, que contém informações sobre a documentação exigida em viagens internacionais.

Para acompanhar as constantes mudanças na situação da Covid-19, o Timatic é atualizado mais de 200 vezes por dia. Ele fornece informações precisas sobre restrições de viagens relacionadas à atual pandemia, com base na cidadania e no país de residência do usuário do sistema. O mapa-múndi da Covid-19 também está disponível no formato para celular. É possível, inclusive, se inscrever e receber notificações em tempo real sobre as atualizações.

Outra fonte interessante é o site da Vital Card (vitalcard.com.br/restricoes-de-viagem). Você clica no alto página em “confira informações sobre a Covid-19” e é direcionado a uma página com um mapa multicolorido com informações sobre as restrições em cada país. Você ainda pode se cadastrar para receber as informações por WhatsApp ou e-mail.

No Brasil

No Brasil, a hotelaria também tem se mobilizado. O Grand Palladium Imbassaí, no litoral da Bahia, lançou um seguro-saúde gratuito para os hóspedes com cobertura de despesas relacionadas à Covid-19 durante sua estada. O benefício inclui medicamentos, taxas médicas, internação, ambulância e transferências com valor máximo de até 100 mil euros, além de até R$ 3.000 euros em caso de prorrogação de estadias para  hóspedes e acompanhantes.

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